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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

POESIA - PARQUE NACIONAL DE ILHA GRANDE

 O PARQUE NACIONAL DE ILHA GRANDE


Um mistério da natureza
Feito pelas mãos do criador
O Parque de Ilha Grande
Um presente de amor.

Sua biodiversidade
É um eterno paraíso
Rico na flora e na fauna
Com espécies de mamíferos,
Aves, répteis e anfíbios!

Aves que enfeitam o ar,
Encarregadas de alegrar o ambiente
Com coreografias fenomenais.
Um imenso dom de cantar
E de colorir qualquer lugar!

Esta importante área,
Precisa ser preservada,
Mas também apreciada,
Especialmente por nós.
Brasileiros agraciados
Com encantadora beleza,
Presente da Natureza!

Do nascer ao pôr-do-sol
Num encanto de magia
Fauna e flora ao seu redor
Do início ao fim do dia.

Você está convidado
À Ilha Grande conhecer,
Viver momentos alegres,
De pura descontração,
Aliviando o seu estresse.
Longe da agitação!


Professora Janete Silva Hackl e alunos da 4 série da
 Escola Municipal Professor Rubens Tessaro Altônia PR

Mexendo em meus papéis encontrei esta poesia que fizemos  em um dia, ensinando meus alunos a olhar a natureza  e descobrir como rica é a nossa biodiversidade com o Arquipélago de Ilha Grande.




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A INFÂNCIA EM POESIA - O MENINO QUE GANHOU UM RIO

A INFÂNCIA EM POESIA
O MENINO QUE GANHOU UM RIO
Manoel de Barros
Minha mãe me deu um rio.
Era dia de meu aniversário e ela não sabia o que me presentear.
Fazia tempo que os mascates não passavam naquele lugar esquecido.
Se o mascate passasse a minha mãe compraria uma rapadura ou
bolachinhas para me dar.
Mas como não passara o mascate, minha mãe me deu um rio.
Era o mesmo rio que passava atrás da casa.
Eu estimei o presente mais do que fosse uma rapadura do mascate.
Meu irmão ficou magoado porque ele gostava do rio igual aos outros.
A mãe prometeu que no aniversário do meu irmãoe
ela iria dar uma árvore para ele.
Uma que fosse coberta de pássaros.
Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera ao meu irmão. E achei legal.
Os pássaros ficavam durante o dia nas margens do meu rio
e de noite eles iriam dormir na árvore do meu irmão.
Meu irmão me provocava assim: a minha árvore deu flores, lindas em
setembro.
E o seu rio não dá flores!
Eu respondia que a árvore dele não dava piraputanga.
Era verdade, mas o que nos unia demais eram os banhos nus no rio
entre os pássaros.
Nesse ponto nossa vida era um afago!


Esta poesia foi extraída do Informativo que é uma publicação quinzenal dedicada a Educadores, cujos conteúdos são de inteira responsabilidade da autora. Seu objetivo é formativo: oferecer subsídios e reflexões em Psicologia, Educação Ambiental, Cultura da Paz e Espiritualidade, e renovar o propósito rumo a uma educação transformadora.
Maristela Barenco
Corrêa de Mello
(24) 2237-5801
stelabarenco@oi.com.br